novembro 29, 2019 ·  2 min

Brasileiros são os mais otimistas com migração para cloud, diz pesquisa da Unisys

Por Guilherme Manechini

A Unisys Corporation divulgou na última terça-feira (26) os resultados de seu segundo Barômetro de Sucesso na Nuvem, uma pesquisa realizada com mais de mil líderes de TI e de negócios em 13 países, incluindo o Brasil, que se mostrou o mais otimista com o tema. O resultado mostra uma adesão das corporações para a inclusão de áreas críticas de TI e sistemas de comunicação para a nuvem.

O movimento de migração começou de maneira mais significativa nos últimos cinco anos. “As motivações básicas para a migração vão de segurança à redução de custos”, diz Eduardo Almeida, vice-presidente da Unisys na América Latina. 

Segundo a pesquisa, 92% dos executivos brasileiro já perceberam os benefícios da computação em nuvem, enquanto que a média mundial é de 66%. “O resultado mostra que as empresas daqui já compreendem a importância de ter uma estratégia de negócio para gerenciar as principais aplicações em ambientes na nuvem”, afirma Almeida.

Para 85% dos entrevistados brasileiros, as expectativas em relação à migração para nuvem estão sendo atendidas de acordo com o previsto ou acima do imaginado. No mundo, este percentual é de 70%, enquanto que atrás do Brasil estão Colômbia (87%), México (82%) e Estados Unidos (76%). Ao citar as principais vantagens da adesão, os executivos citaram maior produtividade, agilidade e competitividade. 

Já a segurança aparece como vantagem e desvantagem, o que revela quão crítico é o tema para a migração para a nuvem. Para 40% dos entrevistados, questões relacionadas à segurança atrasou a adesão ao cloud. Já para quem o fez, o tema surge como um dos maiores pontos de satisfação. “O ambiente de nuvem é seguro. Hoje, os riscos são muito maiores em uma infraestrutura própria de armazenamento”, diz Guilherme Artuso, diretor responsável pelas ofertas de cloud da Unisys na América Latina.

Para a Unisys, a tendência do mercado é a adoção de uma estratégia multicloud. Ou seja, uma mesma empresa utiliza diversos tipos de armazenamento em nuvem. Hoje, apenas 24% das empresas adotam essa estratégia, mas a tendência é de crescimento. “Essa opção oferece flexibilidade e escolha, além de reconhecer que nem todos os dados e aplicações precisam ser tratados da mesma forma”, complementa Artuso.